25.2.10

ADRA actua contra o aumento das doenças no Haiti

A possibilidade de um surto de doenças mortais no Haiti devido aos terramotos está a aumentar, tornando a necessidade de água potável e de saneamento básico ainda mais crítica, informou a Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência (ADRA).
O número de abrigos temporários, amontoados no Haiti, aumentou drasticamente na sequência do terramoto, resultado de pessoas deslocadas internamente (PDI) que se têm agrupado em espaços abertos. "Com tantas pessoas a dormir nas ruas, campos temporários e de improviso, a ameaça de uma possível epidemia aumenta diariamente", afirma Ulrick Beaussejour, coordenador de saneamento da ADRA no Haiti.
"A ADRA está a oferecer acesso adequado à água potável e à higiene e saneamento básico, para melhorar constantemente o ambiente da vida dos sobreviventes." No campus da Universidade Adventista do Haiti, onde um número estimado de 15.000 sobreviventes estão a residir actualmente, a ADRA instalou 60 estações balneares de higiene pessoal e 80 latrinas, com centenas de outras em processo. Os beneficiários também receberam informações sobre como manter limpas e operacionais as instalações, contribuindo para a sustentabilidade do projecto.
A ADRA também está a executar uma campanha de recolha de lixo no campo de deslocados, implementando um programa de dinheiro-por-trabalho que utiliza voluntários locais para limpar o terreno do campus. A primeira fase deste projecto é financiada pelos Serviços Comunitários Adventistas de Flórida e pela Conferência de Adventistas do Sétimo Dia da Flórida, e terá a duração de um mês.
Actualmente, a ADRA espera poder executar a campanha pelo menos durante três meses. "As nossas maiores preocupações, [para o acampamento temporário] são controlar a propagação de doenças transmissíveis", disse Sandra Golles, coordenadora de saúde da ADRA no Haiti. "Proporcionar instalações sanitárias adequadas e água limpa é crucial nos nossos esforços para impedir a propagação de doenças de veiculação hídrica como a cólera e a febre tifóide."
A ADRA, através da sua parceria com a Global Medic, já distribuiu mais de 4 milhões de tabletes de purificação de água, que são utilizadas para impedir a utilização de água contaminada, para os sobreviventes, assim como os sais de reidratação oral, garrafas de água e outros fornecimentos de água. Além disso, tem também 12 pontos de água instalados, que fornecem água potável para cerca de 55.000 haitianos.
Através do trabalho com parceiros, como a ADRA Alemanha e a ADRA Portugal, centenas de milhares de sobreviventes estão também a receber acesso a água potável através da utilização de várias unidades de purificação de água, a maior das quais pode fornecer 64 litros de água por minuto.
No total, a ADRA está a fornecer água limpa a cerca de 500.000 pessoas por dia. A prevenção de doenças e a criação de uma população saudável é fundamental para a sobrevivência a longo prazo das comunidades deslocadas.
Em colaboração com o Serviço de Saúde Pública dos E.U.A., a ADRA lançou uma campanha de imunização gratuita fornecida aos moradores do acampamento temporário. A campanha visa proporcionar o acesso a vacinas que irá proteger os adultos contra o tétano e difteria, e irá impedir a propagação de doenças infecciosas como o sarampo, rubéola, difteria, tétano, tosse e convulsão nas crianças. Fornecerá também às crianças a vitamina A, que ajuda a regular o sistema imunológico, e medicamentos anti-parasitários. Enfermeiros de Saúde Pública da ADRA estão a implementar a campanha de vacinação, com o apoio do Serviço de Saúde Pública dos E.U.A., equipas médicas da Marinha dos E.U.A., bem como os altos estudantes de medicina da Universidade do Haiti, e a Marinha dos E.U.A., que estão a fornecer segurança.
A Organização Mundial de Saúde está a fornecer suplementos médicos necessários, incluindo vacinas, seringas, sabonetes, algodão e outros bens essenciais. Para garantir a saúde, a longo prazo, dos residentes, a ADRA também está a planear oferecer aos habitantes a educação ao nível saúde, relativamente à higiene pessoal, à segurança alimentar, às doenças sexualmente transmissíveis, como HIV, à saúde infantil, aumentando, deste modo, a capacidade da população local a fim de sustentar os esforços de saúde em curso como os esforços de recuperação em andamento.

22.2.10

A ADRA Portugal apoia as vítimas das derrocadas na Madeira


Após as intensas chuvas na manhã de Sábado, dia 20 de Fevereiro e da consequente destruição provocada por derrocadas, deslizamentos de terras e correntes de lama e água que provocaram pelo menos 42 mortos, 120 feridos e 150 desalojados, a ADRA está a responder, apoiando as famílias afectadas.

Os voluntários da delegação da ADRA, no Funchal estiveram envolvidos no resgate de algumas pessoas das suas casas no próprio dia do desastre e estão a organizar a distribuição de roupas, alimentos e outros bens de primeira necessidade.

A ADRA está a coordenar-se com as autoridades locais no sentido de se organizar a ajuda de modo a torná-la mais efectiva e a fazê-la chegar a quem mais necessita. O director da ADRA Portugal dirige-se dia 23 para o Funchal, para fazer um levantamento das necessidades, contactar com as autoridades e coordenar a ajuda.

A ADRA Portugal abriu uma conta com o NIB 0046 0017 00600091394 69 para recolher donativos que terão como destino exclusivo o apoio às vítimas desta catástrofe. Os donativos têm uma majoração de 130% nas deduções fiscais. Os comprovativos de depósito devem ser enviados para a ADRA com indicação do número de contribuinte e da morada para envio do respectivo recibo.

A ADRA é uma organização não-governamental presente em 125 países. Implementa projectos de desenvolvimento comunitário sustentável e socorro em desastres. A ADRA assume o princípio humanitário fundamental de independência, apoiando os seus beneficiários independentemente da associação política ou religiosa, idade, sexo, raça ou etnia.

Em Portugal, a ADRA é uma ONGD registada no IPAD (Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento), é membro da Plataforma Portuguesa das ONGD e é considerada instituição de utilidade pública.

Centro de recuperação pós-traumático infantil da ADRA


Crianças sobreviventes do recente terramoto no Haiti continuam a sofrer danos físicos e psicológicos causados pela actual crise, tornando a recuperação de jovens cidadãos da nação ainda mais difícil. Em resposta, a Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência (ADRA), abriu um centro infantil que está a ajudar as crianças do Haiti a começarem a cicatrizar.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) dos três milhões de haitianos afectados pelo terramoto, mais de um milhão são crianças. Devido à gravidade dos eventos traumáticos que se passaram, muitas destas crianças estão actualmente a sofrer de Stress Pós-Traumático (TEPT), uma doença que pode prejudicar a saúde emocional e mental de uma pessoa, causando uma grande variedade de problemas, incluindo depressão, uma incapacidade de dormir, alteração do comportamento emocional, entorpecimento violentos, e atraso no desenvolvimento.


“Estas crianças que perderam tanto, tão rapidamente, precisam de um lugar onde possam se sentir seguras e livres para expressar as emoções que estão a experirenciar, para curarem os danos psicológicos que sofreram", afirmou Patricia Muller, Coordenadora do Programa Stress Pós-Traumático da ADRA Internacional.


Para ajudar essas crianças, o Centro de Recuperação de pós-traumático infantil da ADRA, está aberto cinco dias por semana, tem como meta a recuperação de 4.000 crianças, ou de toda a população de crianças que residem actualmente no campo de pessoas deslocadas internamente (IDP), localizado no campus da Universidade Adventista do Haiti, em Carrefour. Cerca de 100 voluntários estão na equipa do centro, muitos dos quais são docentes da universidade local e de escolas primárias.


O centro é dividido em áreas designadas para as crianças participantes, sem divisões física, devido ao medo de espaços fechados. Uma tenda foi reservada para o aconselhamento individual e tratamento. Os participantes estão envolvidos em várias actividades, incluindo desportos e jogos recreativos, arte-terapia e orientação psicossocial individual e sessões de tratamento, que são conduzidass por profissionais especializados.


Estas diversas actividades ajudam as crianças a aliviar algumas das tensões do seu ambiente, e confrontar as suas experiências, pois são actividades essenciais para a sua saúde a longo prazo. Eles também frequentam o ensino geral e aulas de educação em saúde, que não só irá dar-lhes as competências de que necessitam para se adaptarem aos novos desafios trazidos pela terramoto, mas também ajudá-los a restaurar um sentido de normalidade nas suas vidas.


"Desde que o sistema escolar deixou de funcionar, as crianças não tiveram actividades organizadas", compartilhada Muller. "Esta iniciativa vai ajudar a preencher a lacuna agora, ocupando as suas mãos e mentes".


Além disso, a ADRA está a trabalhar com crianças desacompanhadas que actualmente residem no acampamento temporário, para determinar se eles foram abandonados pelo desastre, ou simplesmente se estão separadas das suas famílias.


A ADRA vai trabalhar com o UNICEF, para determinar qual o próximo passo a ser feito para as crianças, explicou Muller. "Nós queremos ter certeza de que essa população tão vulnerável de crianças recebe a protecção que precisa tao desesperadamente", continuou ela.


É necessário agora ajudar a população, e tanto quanto possível diminuir os estragos emocionais que o terramoto causou.

ADRA voa para conceder ajuda



PORT-AU-PRINCE, Haiti- A pequena caixa amarela agarrada pela mão do homem, poderia ter sido confundida com uma pequena mala. Apesar do seu aspecto brilhante, mas resistente, o que está no seu interior tornou-se, nas últimas duas semanas, tão valioso como uma jóia rara.

O destino da caixa amarela foi o Saint Ard, um hospital remoto nas montanhas do Haiti. Desde o terramoto há várias semanas, os funcionários, pacientes e membros da comunidade vizinha estavam em extrema necessidade das bombas e dos tubos que estavam dentro da caixa amarela. Durante todo este tempo estiveram a viver sem água limpa. E dentro da caixa amarela, enviada urgente e cuidadosamente no helicóptero, estava um dispositivo móvel de purificação de água, especialmente concebido para utilização em zonas de difícil acesso. Esse purificador de água é uma parte eficiente do hardware: ele pode ser posto a funcionar a partir da energia obtida de um isqueiro ou de uma bateria de carro. O conteúdo da caixa amarela tem a capacidade de fornecer água limpa suficiente para 330 pessoas a cada oito horas.

Usar um helicóptero, não é o método usualmente típico da ADRA para prestar ajuda, este foi, de facto, um presente original, do Bild, um jornal alemão, que ajuda a associação, Ein Herz für Kinder, ou, Um coração para crianças, que comprou um helicóptero para apoiar o trabalho das organizações não governamentais alemãs (ONGs). Como tal, em parceria com a ADRA da Alemanha, esta forneceu transporte gratuito de ajuda humanitária da ADRA no Haiti em orfanatos, hospitais e outras comunidades isoladas.

Nos últimos dias, através do helicóptero, foi dado à ADRA acesso às populações vulneráveis no Haiti, locais inacessíveis por meio de veículos terrestres que têm recebido pouca assistência, especialmente em lugares como Gonâve, uma ilha localizada a cerca de 48 km da costa de Port-au-Prince . O terramoto interrompeu o transporte e o comércio entre a ilha e o continente haitiano destruindo o acesso dos ilhéus a alimentos e ao trabalho. Esta semana, o helicóptero fez chegar aos angustiados haitianos em Gonave, 1,5 toneladas de mercadorias como o arroz, óleo, açúcar, mistura de milho e soja, materiais de higiene e papel higiénico para um hospital de crianças na ilha.

Após a extensa destruição da capital Port-au-Prince, milhares de pessoas fugiram para as montanhas, muitas foram em direcção ao sul da cidade de Jacmel, do outro lado. Devido aos danos do terramoto, deslizamentos de terra e desabamento de pontes, muitas estradas que tinham sido usados para o transporte de suprimentos tornaram-se intransponíveis. Quando uma equipa da ADRA voou pela primeira vez sobre a área, na semana passada, encontrou dois grandes grupos de refugiados haitianos, cerca de 500 pessoas cada, sentados às margens de um rio seco. Assim que a população viu o helicóptero, começaram a acenar e a pedir ajuda. A ADRA foi capaz de fornecer suprimentos iniciais no valor de cerca de 2,5 toneladas de alimentos, o suficiente para lhes fornecer a energia necessária para continuarem a sua viagem.

O helicóptero também tem contribuído para o rápido transporte de suprimentos para Petit-Goâve, uma cidade localizada a cerca de duas horas a oeste de Port-au-Prince, por via rodoviária. O auxílio inclui arroz, feijão, kits de higiene, e 3.785 litros de água que está a ser usada em conjunto com um sistema de purificação de água que a ADRA instalou no hospital da comunidade local.

A ADRA tem trazido seis cargas de transporte aéreo para a região, totalizando 4,5 toneladas de suprimentos.Este transporte tem sido especialmente útil, uma vez que o helicóptero pode pousar dentro do complexo da ADRA, bem em frente ao armazém, onde as fontes podem ser rapidamente carregadas.

17.2.10

o Aumento da Esperança


Eu não tive tempo para chorar ", confidenciou a adolescente. "Até agora. Hoje, eu vou chorar ". Ela não era a única com lágrimas.


As notícias divulgaram que o presidente haitiano, René Préval, também chorou durante na cerimónia nacional, apesar das tentativas da sua mulher vestida de preto para consolá-lo. "A dor é pesada demais - as palavras não podem descrevê-lo", declarou Préval.


São muitos haitianos capturados no drama e trauma dos dois tremores de terra e várias réplicas no mês passado, o que desencadeou neste fim-de-semana uma avalanche de emoções. Durante a noite, o Haiti tornou-se uma nação descrita como um lugar "onde todos perderam alguém."


Com devastadora destruição ao seu redor, e o peso da perda das casas, dos postos de trabalho, da família e dos amigos dentro deles, parece que apenas a sua determinação e espírito de sobrevivência os move.


A 12 de Fevereiro, o aniversário de um mês do terramoto, era Dia Nacional do Haiti, da lamentação, um dia formado pelo governo haitiano como uma oportunidade para a nação sofrer e começar a curar.Passando pelas ruas naquela manhã, eu poder-se-ia dizer que o dia foi diferente. As ruas da cidade, que normalmente estão lotadas com tráfego de pedestres e funcionários do mercado, estavam praticamente vazias. As pessoas foram recolhidas noutros locais, espalhados por toda a cidade, passando o dia em oração e de luto.


Numa cidade marcada pelos trágicos acontecimentos de 12 de Janeiro, nenhum espaço está disponível para um grande encontro. Em vez disso, uma pequena cerimónia oficial foi presidida pelo Presidente do Haiti e transmitida ao vivo através dos altifalantes nos bairros afectados. Outros reuniram-se perto ou sobre os escombros das suas antigas casas de culto para homenagear e comemorar a vida reivindicada pela destruição do terramoto. Outros eventos foram programados durante o fim-de-semana.


Em coordenação com o pessoal da Universidade Adventista no Haiti com a equipa pós-trauma da ADRA, um programa especial foi planeado para a noite, para mais de 15.000 pessoas que vivem no acampamento improvisado na Universidade, no bairro Carrefour em Port-au -Prince. Os sobreviventes reuniram-se numa pequena parcela fora da estação de Rádio Voz de Esperança que pretendia chegar a mais sobreviventes pois estava a transmitir o programa ao vivo via rádio e Internet.


"O nosso programa foi concebido como uma oportunidade para os sobreviventes pararem para reflectir sobre os acontecimentos do último mês e depois olhar com esperança para o futuro diante de si", afirmou Patricia Muller, coordenadora do projecto de stress pós-traumático da ADRA.


O programa incluiu o hino nacional, a partilha de experiências de três sobreviventes, um momento de silêncio, música coral e comentários de Marcel Mercier, capelão da Universidade Adventista do Haiti e chefe da equipa de aconselhamento pós-traumático de adultos e família no campo da ADRA. Após a última oração, várias crianças levantaram os balões verdes e brancos, simbolizando a esperança e um novo futuro.


Com os números declarados pelo governo haitiano, sugerindo uma taxa de mortalidadede 230.000, o número de vitimas do terramoto que aproxima-se do tsunami asiático de 2004, que matou 250.000 pessoas. Adicionado a isso estão os 300.000 feridos e um milhão de desabrigados pelo terramoto. Com números assim, um tempo para lamentar é imperativo.


Durante todo o fim de semana de oração e de luto, foi lembrada a declaração das bem-aventuranças, "Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados ..." A ADRA tem buscado trazer conforto para aqueles que choram, fornecendo-lhes comida e kits de higiene, água potável, latrinas, duche estações, instalações médicas e profissionais de saúde.


Nada jamais poderá apagar ou substituir a perda, mas a através da energia e das faces daqueles que lideram os serviços fúnebres, balões são lançados no ar da noite, aumentando a esperança.

Próxima estação chuvosa torna-se um Desafio para os haitianos deslocados


A chuvosa estação no Haiti aproxima-se, mais de 1 milhão de haitianos deslocados vivem em Port-au-Prince e em áreas vizinhas, e enfrentarão mais dificuldades a menos que tenham acesso a abrigos adequados, advertiu a Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência (ADRA).


"As próximas chuvas torrenciais no Haiti terão um impacto ainda maior este ano, dado que muitas pessoas estão a viver em campos abertos", disse Frank Teeuwen, chefe do departamento de emergência da ADRA Internacional. "A situação humanitária poder-se-à tornar exponencialmente pior se a questão do abrigo não for resolvido rapidamente."


Os acampamentos improvisados estão entre os mais vulneráveis, uma vez que mais de 500.000 haitianos vivem em condições miseráveis, muitas vezes em abrigos temporários, em que muitos deles foram construídos depois do terramoto de 12 de Janeiro usando roupa de cama, aparas de madeira e folhas de metal. Embora o acesso à água e a comida tenha melhorado entre as populações deslocadas nas últimas semanas, as chuvas poderão ter um impacto negativo, devido ao estado precário em que muitas famílias se encontram.


"Com as chuvas virá uma crescente preocupação com saúde e com o saneamento", afirmam Kim Bolduc, Secretário Geral da ONU, e Ban Ki-moon vice-representante especial para a MINUSTAH, força de estabilização da ONU no Haiti.



No Haiti a primeira estação chuvosa não é oficialmente esperada até Maio, contudo, fortes chuvas poderão chegar já em Março. A chuva da madrugada de ontem, em Port-au-Prince já deu algumas indicações iniciais da miséria que a precipitação diária regular poderá trazer. Segundo relatos, a chuva encharcou a roupas de cama e de vestir e barracos de papelão onde alguns haitianos deslocados estavam acampados desabaram.


Com o objectivo de reduzir os efeitos das próximas chuvas, a ADRA planeia distribuir milhares de lonas e plástico, que podem ser entregues rapidamente e para um grande número de pessoas, e 900 tendas familiares, que são adequados para acolher uma família de até seis membros. Esses equipamentos serão fornecidos em vários locais de distribuição, incluindo no maior grupo de deslocados que a ADRA está a ajudar, um acampamento de mais de 15.000 pessoas no campus da Universidade Adventista do Haiti em Port-au-Prince no bairro de Carrefour.



Além disso, a ADRA vai distribuir equipamentos domésticos e suprimentos básicos, a fim de melhorar as condições de vida de muitas pessoas que perderam os seus pertences durante o terramoto. Esta ajuda inclui 6.000 kits domésticos, que incluem cobertores leves, lonas, um recipiente de água desmontável, uma panela com a tampa, pratos, colheres e canecas; 6.000 almofadas e colchões, 500 kits de ferramentas que incluem um carrinho de mão, pás, enxadas, martelos e outras ferramentas. Estes serão compartilhados entre grupos de famílias nos acampamentos.


Actualmente, estima-se que entre 1,1 milhões e 1,5 milhões de pessoas no Haiti vivem com falta de abrigo básico, de acordo com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional de Assistência a Desastres no Exterior (USAID / OFDA). E desse número, cerca de 272.000 pessoas receberam apoio de abrigos de emergência, informou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA).

È necessário agora toda a ajuda possível para ajudar este povo.

15.2.10

ADRA olha para o trabalho que tem pela frente no Haiti


As gotículas de normalidade começam a aparecer em Port-au-Prince, capital do Haiti, apenas um mês após o terramoto que destruiu a cidade e matou mais de 200.000 pessoas, a Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência (ADRA) está a olhar para o trabalho que terá de ser feito para trazer a curto e a longo prazo a estabilidade do país.


"Para a reconstrução do Haiti ser bem sucedida, é fundamental que as organizações humanitárias, como a ADRA se comprometam a ser uma parte desse processo para os próximos anos", afirma Wally Amudson, director do centro de resposta de emergência da ADRA no Haiti. "O povo haitiano é resistente, e vamos ficar com eles, fornecendo-lhes apoio concreto à medida que começamos a reconstruir as suas vidas".


Devido à natureza do terramoto no Haiti, o que causou o deslocamento urbano maciço, a ADRA foca-se primeiramente no fornecimento de abrigos mais duráveis para milhares de pessoas, com o objectivo de estabelecer uma sensação de estabilidade maior entre as populações deslocadas. Além disso, a ADRA vai trabalhar para diminuir a vulnerabilidade através da aplicação contínua de água e saneamento, incluindo a construção de latrinas e de fornecimento de água potável, e a distribuição de itens domésticos, como equipamentos de cozinha, protectores de colchão, enlatados, e ferramentas.


Esforços contínuos da ADRA para criar um desenvolvimento sustentável para o Haiti acompanhar as experiências de trabalho com as comunidades em outras partes do mundo após a catástrofe de grande escala, têm sido feitos.

Por vários anos após o tsunami asiático de 2004 que destruiu muitas áreas costeiras no Oceano Índico, a ADRA criou parcerias com as comunidades locais na Tailândia, Índia, Sri Lanka e Indonésia para criar novas habitações, fontes de água, programas de geração de renda, e, em alguns casos, infra-estruturas de alerta de tsunami. Em Mianmar, após o ciclone Nargis, em 2008, a ADRA começou a implementar projectos de restauração de sistemas de captação de água, habitação, estradas e infra-estruturas locais, e serviços de saúde nas zonas mais afectadas.


Nos meses seguintes, passará da resposta inicial a curto prazo para o desenvolvimento a longo prazo. A ADRA continuará a estender os serviços básicos e que ajudarão milhares de sobreviventes desalojados. Isso será fundamental durante o processo de transição da actual situação de emergência para os programas de desenvolvimento prolongado, que terão de acontecer no futuro, afirma a Associação.


Até à data, a ADRA tem distribuído mais de 300 toneladas de alimentos, fornecido cerca de 1,6 milhões de refeições. Num campo para deslocados, onde mais de 15.000 pessoas permanecem em Port-au-Prince, a água potável está disponível através de um sistema que fornece água potável para mais de 35.000 pessoas por dia. Isto é, além de cuidados médicos prestados em duas clínicas móveis insufláveis, proporcionou a instalação de chuveiros, banheiros, e a implementação de actividades organizadas de eliminação de lixo.


A possível propagação de doenças e falta de abrigo permanente, continuam a ser motivo de preocupação, que pode ser agravado com a próxima estação chuvosa. A remoção dos detritos e a fortificação dos edifícios que permanecem de pé, será um processo que pode demorar anos.

A ADRA abriu uma conta com o NIB 0046 0017 00600031123 74 para recolher donativos especificamente para apoiar as vítimas do terramoto, no Haiti. Os donativos têm uma majoração de 130% nas deduções fiscais. Os comprovativos de depósito devem ser enviados para a ADRA com indicação do número de contribuinte e da morada para envio do respectivo recibo.

Nada como dizer obrigada como com um beijo pegajoso de gelado


PORT-AU-PRINCE, Haiti - Era o último lugar em que eu esperava ouvir uma criança a chamar pelo meu nome, mas quando me virei vi a minha amiga Mala de nove anos de idade, a correr atrás de mim no caminho de terra. Eu estava a caminhar no meio de um campo de deslocados internos em Carrefour, um bairro nos arredores de Port-au-Prince, onde a cada noite, este se torna o lar de quase 15.000 pessoas, incluindo Mala.
Eu tinha-a conhecido uns dias antes, quando ela estava a receber água, mas fiquei surpreso por ela me ter reconhecido e lembrava-se do meu nome. A mãe de Mala, tinha-a mandado comprar suprimentos a uma pequena loja, mas como a maioria das actividades que envolvem crianças, esta foi interrompida, pois a Mala teve de ir à casa de banho. Foi essa a razão que fez com que os nossos caminhos se cruzassem.
Eu tinha acabado de chegar para inspeccionar as latrinas e o chuveiro da ADRA instaladas no campo quando ouvi a Mala a chamar-me. A Mala é uma criança espectacular e brincalhona, como muitas de sua idade, mas o que é mais surpreendente é que ela é todas essas coisas, apesar do que ela passou.

O mesmo poderia ser dito de uma avó que conheci momentos antes em outra zona do campo. Ela vive no campo com 10 membros da família. Eles estão aqui desde o terramoto de 12 de Janeiro. Quando ocorrem desastres e as pessoas perdem tudo, várias necessidades tornar-se críticas ao mesmo tempo. Água é a primeira necessidade, mas depois há comida e o abrigo. Após satisfeitas essas necessidades, a ADRA, procura proporcionar saneamento básico para aqueles que vivem no campo. Isto incluiu a instalação de 12 chuveiros e 50 latrinas. Mais dez latrinas estão quase terminadas e são necessárias pelo menos mais quarenta.

Antes das latrinas serem construídas, os moradores usavam buracos como latrinas. A avó com quem falei disse-me, "Nós apenas aceitamos as circunstâncias, mas era difícil, especialmente à noite. As crianças choravam quando tinham de andar para ir a latrinas distantes, com medo do escuro. "Mas agora a avó e a sua família têm um conjunto de 10 latrinas dentro de sua zona. "Estas são boas e bonitas. o que vocês fizeram é muito bom",disse-me ela. "Estou feliz." Ela e os seus vizinhos assistiram à sua construção, feita pela ADRA. "A minha contribuição foi alimentar os trabalhadores da construção civil", acrescentou ela com um enorme sorriso. Quando as latrinas foram concluídas, aqueles que vivem na região foram instruídos pela ADRA sobre a forma de mantê-las limpas e sobre as práticas adequadas de saneamento que precisavam seguir para se manter saudável.

Os planos da avó são de ficar aqui por um tempo. Segundo ela, em frente à sua casa, há uma enorme fenda no chão devido ao terramoto. E a casa do seu vizinho caiu em cima da dela, deixando a sua casa praticamente destruída. Felizmente, todos da sua família sobreviveriam, apenas um filho ficou com uma lesão na perna.

Eu levei algum tempo a pergunta a história de sobrevivência à Mala, mas percebi que é um ser grato também. Ela, juntamente com a sua mãe, o seu pai e o primo estavam em casa quando surgiu o terramoto. A casa ficou de pé mas com profundas rachas. Dias depois, quando aconteceu o segundo terramoto, eles não estavam em casa, mas quando chegaram, eles encontraram a sua casa totalmente destruída. Agora, a Mala e a sua família chamam a este campo, de sua casa. Mala é feliz aqui, agradece porque a sua família está segura. Há alguma pontinha de tristeza nos olhos brilhantes de Mala, e ela mostra-a quando diz que perdeu o seu primo de dez anos e a sua tia, que não sobreviveram a uma parede que desabou sobre eles.
Eu dei-lhe um abraço rápido e disse-lhe que estava orgulhoso da sua bravura e feliz por ela estar segura. Então ela se virou, e rapidamente correu pela relva a poucos metros e entrou na latrina da ADRA.

Enquanto eu continuei um caminho íngreme para chegar à latrina seguinte, um morador do acampamento empresarial veio ter comigo, mostrou-me uma grande maço de papel de embalagem onde existiam gelados empilhados ordenadamente. Surpreso ao encontrar gelados neste ambiente desprovido de luxos, o meu colega e eu rapidamente apoiamos o seu negócio, e compramos dois gelados. E continuamos o nosso caminho.

Ao chegar a uma zona próxima do acampamento, Mala apareceu novamente. Ela apresentou-me ao seu amigo, Giddy. De repente o prazer de terminar o meu gelado parecia muito menor do que o prazer de o compartilhar com eles. Em pouco tempo, os seus lábios estavam cobertos do cremoso gelado.

Enquanto comia, a Mala começou com as suas perguntas típicas. Ela queria saber onde eu morava e apontei para lhe mostrar. Então eu disse-lhe que trabalhava com a ADRA, "Os que colocam as latrinas", expliquei, apontando para o logótipo na camisa. Ela compreendeu.
Ao longo dos meus muitos anos de viagem com a ADRA, tenho visto muitas pessoas a desejarem agradecer à ADRA e aos seus colaboradores de formas muito peculiares. Já ouvi “obrigado” em muitas línguas, já recebi lembranças pessoais, ouvi músicas e assisti a danças de agradecimento. Mas hoje foi provavelmente o mais doce de todos. Mala agora que sabia onde eu morava, e para quem eu trabalhava, e que o tínhamos feito, a sua resposta foi: "Mwen Anvi bo-W." Enquanto o meu tradutor traduzia para inglês, eu fui “obrigado” a inclinar-me rapidamente para receber na minha bochecha um beijo doce e pegajoso de gelado, como forma de agradecimento.

Quando as pessoas sabem mais sobre as catástrofes, a generosidade, muitas vezes abunda. Muitos querem dar água, cobertores, alimentos e abrigo para aqueles que de repente, ficaram sem nada. Mas raramente vimos uma filmagem na televisão e dizemos: "Eu simplesmente desejo enviar-lhes uma latrina!" Mas se imaginarmos o que é viver sem uma, de repente, ela se tornaria quase tão importante como todas as outras necessidades.

Hoje, os sobreviventes do terramoto haitiano estão agradecidos por todas as generosas disposições enviadas em seu favor. Muitos estão sobrevivendo hoje devido à comida, água e outros auxílios prestados a eles. Depois, há outros, como a pequena Mala, que, se pudessem, também enviar-lhe-iam um pegajoso beijo gelado de agradecimento pelas coisas simples, como ter uma latrina feita pela ADRA.

Ajude a ADRA a ajudar este agradecido e necessitado povo e a suprir as suas necessidades mais básicas.

Autor: Michelle L. Oetman

12.2.10

ADRA no Top do Uso Eficiente de fundos dos doadores


De acordo com o Charity Navigator, a maior avaliadora independente de caridade da América, apesar da recessão na economia global que causou um declínio na receita total da Asocciação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assictência (ADRA), recebida em 2008, a associação continua a implementar o mais alto padrão nas práticas de negócios, nomeadamente a transparência organizacional e a eficiência financeira.



Por quatro anos consecutivos, a ADRA tem recebido a mais alta classificação da Charity Navigator, recebendo quatro estrelas para a eficiência e crescimento financeiro. Como resultado do impacto negativo que a economia teve de doações privadas e públicas feitas para a ADRA, a classificação geral diminuiu para duas estrelas.
"Como uma das organizações de caridade mais transparente, a ADRA continua a fornecer aos doadores uma escolha segura e responsável quando se trata das suas doações financeiras", disse Julio Muñoz, chefe do departamento de marketing e desenvolvimento da ADRA Internacional. "Continuamos comprometidos em estender o mais alto nível de transparência e responsabilidade financeira".

Charity Navigator mede as taxas de caridade através da avaliação de duas grandes áreas da “saúde” financeira: a eficiência organizacional, que avalia o uso das contribuições, e capacidade da organização, que mede o grau de crescimento financeiro de uma organização. Enquanto que a ADRA continua a manter a mais alta classificação da Charity Navigator quatro estrelas a respeito de como as doações são usadas de forma eficiente, uma diminuição de doações financeiras ao longo de 2008 afectou o crescimento esperado da associação. A combinação destas categorias reflecte-se na avaliação global de duas estrelas.

Segundo a Charity Navigation, o propósito deste sistema de avaliação é mostrar aos doadores em que medida eles consideram que a instituição a quem estão a dar faz o uso eficiente do que deram, e para lhes fornecer algumas ferramentas básicas para tomarem decisões informada e consciente. A Charity Navigator não recomenda o uso das suas avaliações como o único factor para decidir qual a organização que deve apoiar. Os doadores devem também procurar informações adicionais de beneficência directamente e através de outras fontes públicas e privadas.A cada ano, a Charity Navigator avalia mais de cinco mil organizações de caridade nos Estados Unidos da América. Este sistema de classificação de propriedade independente é destinada a fornecer ao público as informações mais precisas e confiáveis sobre a maior caridade da América. A avaliação da ADRA feita pela Charity Navigator está acessível em no seguinte site: http://www.charitynavigator.org/.



Além da Charity Navigator, pelo sexto ano consecutivo, a ADRA tem também respeitado as normas exigentes do Better Business Bureau (BBB) quanto à responsabilização de caridade. De acordo com a Chronicle of Philanthropy, fonte de notícias líder em instituições de caridade, a ADRA também continua no top de 400 instituições de caridade no país.A ADRA também tem sido reconhecida como uma das 100 marcas mais valiosas entre 1,5 milhões entidades sem fins lucrativos nos Estados Unidos, segundo o relatório do The Cone Nonprofit Power Brand.

A ADRA continua a ter alguns dos mais baixos custos administrativos no sector não lucrativo, sendo que mais de 92 por cento de todas as doações recebidas vão directamente para a implementação de programas de ajuda humanitária em todo o mundo.

"Quando olhamos para o futuro, queremos agradecer aos nossos doadores que sustentam o trabalho de mudança da vida de tantas pessoas feito pela ADRA, que é a criação de uma mudança sustentável em comunidades de todo o mundo", afirmou Muñoz.




Com a ajuda de todos podemos Mudar o Mundo, Uma Vida de Cada Vez!!!

ADRA Ultrapassa a meta inicial de 1 milhão de dólares a favor dos sobreviventes no Haiti

A Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência (ADRA) anunciou que a meta de angariar um milhão de dólares para os sobreviventes do terramoto haitiano foi rapidamente atingida após o desastre de 12 de Janeiro, tornando-se uma das respostas de emergência mais eficazes.
"O que aconteceu no Haiti ajudou-nos a relembrar que, quando as tragédias acontecem, temos de cuidar daqueles que estão a sofrer, independentemente de quem são e de onde estão", disse Charles Sandefur, presidente da ADRA Internacional. "Graças à profunda generosidade dos nossos doadores, a ADRA tem sido capaz de prestar ajuda com rapidez aos necessitados.
" Com o apoio das congregações da igreja, estações de rádio e televisão, hospitais, universidades e indivíduos, a ADRA angariou mais de 2,5 milhões de dólares para o fundo de resposta ao terramoto no Haiti. Cem por cento das doações a esse fundo estão a ser direccionados para a prestação de ajuda aos mais afectados no Haiti. "Este é um grande começo, mas não podemos parar por aqui. Nas próximas semanas e meses, o povo do Haiti precisará da nossa ajuda e apoio contínuo ", disse Julio Muñoz, chefe do departamento de Marketing e Desenvolvimento da ADRA Internacional. "Há30 anos, que a ADRA trabalha para melhorar a vida de muitos haitianos. Após esta tragédia, nós faremos tudo que pudermos para trazer esperança e prosperidade para as comunidades onde servimos".
Desde o terramoto a ADRA já enviou 1 milhão de dólares em recursos e ajuda para Port-au-Prince, no Haiti, a associação continua a trabalhar com parceiros para fornecer assistência adicional.
Todas as contribuições são preciosas para ajudar o tão necessitado e sofredor povo haitiano. Queremos trazer esperança, alegria e contribuir para uma melhoria nas suas vidas.
A ADRA abriu uma conta com o NIB 0046 0017 00600031123 74 para recolher donativos especificamente para apoiar as vítimas do terramoto, no Haiti. Os donativos têm uma majoração de 130% nas deduções fiscais. Os comprovativos de depósito devem ser enviados para a ADRA com indicação do número de contribuinte e da morada para envio do respectivo recibo.

5.2.10

A Igreja Adventista do Sétimo Dia e a ADRA no Haiti



A Igreja Adventista do Sétimo Dia e a Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência (ADRA) respondeu imediatamente após o forte terremoto que atingiu Port-au-Prince a 12 de Janeiro.


Assista a um breve video que demonstra o que a ADRA e a Igreja Adventista do Sétimo Dia têm feito por este povo...


ADRA abriu uma conta com o NIB 0046 0017 00600031123 74 para recolher donativos especificamente para apoiar as vítimas do terramoto, no Haiti. Os donativos têm uma majoração de 130% nas deduções fiscais. Os comprovativos de depósito devem ser enviados para a ADRA com indicação do número de contribuinte e da morada para envio do respectivo recibo.


Pode seguir todos os passos das equipas da ADRA no Twitter "ADRAi" (em inglês) ou no Facebook "ADRA Portugal" (em português).

A ADRA é uma organização não-governamental presente em 125 países. Implementa projectos de desenvolvimento comunitário sustentável e socorro em desastres. A ADRA assume o princípio humanitário fundamental de independência, apoiando os seus beneficiários independentemente da associação política ou religiosa, idade, sexo, raça ou etnia.

Em Portugal, a ADRA é uma ONGD registada no IPAD (Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento), é membro da Plataforma Portuguesa das ONGD e é considerada instituição de utilidade pública.

ADRA no Haiti: números envolvidos



Silver Spring, Maryland - Embora a necessidade de ajuda humanitária continue crítica no Haiti, a Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência (ADRA) está a prestar assistência a centenas de milhares de pessoas afectadas, através da distribuição de necessidades básicas, incluindo alimentação, água, itens de higiene e assistência médica.


Aqui está a resposta da ADRA em números:
4.200.000: comprimidos de tratamento de água que foram distribuídos pela ADRA para fornecer acesso adicional à água potável para as pessoas afectadas. Demora 20 minutos para um comprimido de tratamento de água purificar um litro de água.

1.300.000: Refeições que a ADRA tem distribuído aos sobreviventes até agora.

1.000.000: O valor da ajuda em dólares americanos que a ADRA utilizou em resposta ao terremoto no Haiti nas primeiras horas após o desastre.

200.000: número de haitianos que beneficiam do maior sistema de purificação de água da ADRA, que foi instalada a 28 de Janeiro. O novo sistema pode fornecer cerca 64 litros de água por minuto, e actualmente está a ser gerido por uma equipa de voluntários da ADRA e líderes locais.
153.000: número de pessoas que a ADRA espera para durante um período de duas semanas, em Port-au-Prince, que está a ser coordenado pelas Nações Unidas, pelo Programa Alimentação Mundial (WFP). Em cada dia, a ADRA fornecerá 25 quilogramas de cabazes de arroz para 1.700 famílias, ou cerca de 10.200 pessoas, o que será suficiente para alimentá-las por duas semanas.
100.000: número peso em libras (45 toneladas) de arroz, feijão, óleo e sal, que foram distribuídas a 25 de Janeiro a milhares de sobreviventes deslocados que vivem actualmente no campus da Universidade Adventista do Haiti a sudoeste de Port-au-Prince.

71.000: valor em dólares americanos de uma transferência de suprimentos médicos enviados pelo Hospital da Flórida a 21 de Janeiro. A doação inclui 23 paletes de solução IV, linhas IV, antibióticos, analgésicos, máscaras e outros suprimentos de emergência, que foram doados ao Hospital Adventista do Haiti.

55.000: número de pessoas que tiveram acesso a água potável através de 12 pontos de água adicional instalados pela ADRA e pela GlobalMedic em toda a região de Carrefour.

15.000: Valor em dólares de suprimentos médicos doados para a resposta de Coração a Coração Internacional.

1000: Número de peso em libras (454 quilogramas) de suprimentos médicos doados pelos parceiros de Ajuda Internacional.

40: Paletes de lonas, lonas de plástico pesado, água, produtos de higiene, geradores, fontes de cuidados infantis, e suprimentos médicos enviados através da ADRA para o Haiti por Harvest Time International, uma organização da Flórida.

11: Número de escritórios da ADRA de fornecimento de pessoal para dar resposta permanente de emergência.

4.2.10

João Martins dá entrevista à RDP África



João Martins, Director Executivo da ADRA (Associação Adventista para Desenvolvimento, Recursos e Assistência) Portugal e membro da direcção da plataforma da ONGD, deu uma entrevista à RDP África, no passado dia 26 de Janeiro.



João Martins referiu o modo como a ADRA e em especifico a ADRA Portugal têm reagido ao terrível desastre acontecido no Haiti, no dia 12 de Janeiro.



A ADRA que já apoiava a comunidade do Haiti, está agora também a prestar assistência de emergência à comunidade, tendo em Portugal inclusiver uma conta destinada exclusivamente às vitimas haitianas com o NIB 0046 0017 00600031123 74. Os donativos têm uma majoração de 130% nas deduções fiscais. Os comprovativos de depósito devem ser enviados para a ADRA com indicação do número de contribuinte e da morada para envio do respectivo recibo.



João Martins refere ainda na entrevista que a ADRA Portugal tem também alguns projectos de ajuda ao desenvolvimento das comunidades em África.



Para ouvir a entrevista aceda a este Link: http://tv1.rtp.pt/multimedia/index.php?prog=3348 (programa 26-01-2010)

2.2.10

João Martins, Director Executivo da ADRA Portugal no Programa Sociedade Civil



João Martins, Director Executivo da ADRA Portugal e membro da Direcção da Plataforma Portuguesa das ONGD, irá apresentar a visão das ONGD, no Programa Sociedade Civil que terá como tema: "Como proteger-se das catástrofes naturais".


o Programa irá ser transmitido no canal da RTP2, na próxima quarta-feira, dia 3 de Fevereiro.


Sinopse


Como proteger-se das catástrofes naturais
150 mil mortos e um país arrasado foi o resultado do sismo que abalou o Haiti no dia 12 de Janeiro.E se tivesse ocorrido em Portugal? Estaríamos preparados? Que planos têm a nossa Protecção Civil? O que pode acontecer em Portugal se houver um sismo ou outra catástrofe natural que traga uma vaga de destruição ao país?Bombeiros, autoridades policiais, forças armadas, autarquias estão coordenadas em caso de um sismo avassalador? Quantos portugueses têm um kit de segurança em casa? Sabemos reagir em caso de sismos?

Os melhores especialistas em protecção civil explicam-lhe neste SC como proteger-se de qualquer desastre natural.

ADRA unida com a ONU para maior distribuiçao alimentar


A distribuição massiva de alimentos está em crescimento no Haiti para fornecer alimentos a mais de 2 milhões de pessoas em algumas das áreas mais afectadas de Port-au-Prince, anunciou a Associação Adventista para o Desenvolvimento , Recursos e Assistência (ADRA).


A ADRA espera alimentar 10.200 pessoas por dia, fornecendo 1.700 cabazes alimentares. Cada cabaz inclui 25 kg de arroz e pode alimentar até seis pessoas por vários dias. Como parte da estratégia de distribuição de alimentos, só às mulheres está a ser permitido receber alimentos nos locais de distribuição. Isso ajudará a garantir que o alimento é redistribuído equitativamente entre as famílias, segundo o Programa Alimentar Mundial (PAM).


No final do dia 15, dia de distribuição, a ADRA havia fornecido alimentos para 153.000 haitianos."Essa distribuição de alimentos vai trazer alívio para milhares de famílias na área do Carrefour", disse Mario Ochoa, Vice-presidente Executivo da ADRA Internacional e director do Centro de Resposta de Emergência da ADRA (ERC) no Haiti. "Nós acreditamos que é nossa obrigação moral ajudar essas famílias."

A ADRA, como parte de um grupo não-governamental chave de apoio à operação, está a trabalhar em coordenação com a Missão da ONU no Haiti (Minustah), incluindo o PAM, para entregar a ajuda durante o período de duas semanas. Como parte do plano, 16 pontos de distribuição foram designados, incluindo um em Port-au-Prince bairro de Carrefour, que será gerido pela ADRA. "


O PAM está a trabalhar com todos os seus parceiros para mobilizar um fluxo regular de alimentos para chegar a todos aqueles que sofreram pelo terramoto", disse o Director Executivo Josette Sheeran.


Sheeran acrescentou também que o tamanho desta unidade de distribuição permitirá não somente distribuir alimentação para mais pessoas, como também garantir o aumento da estabilidade alimentar para os haitianos afectados.

1.2.10

Haiti: histórias de vida


PORT-AU-PRINCE, Haiti, "Dormimos ao relento durante três dias", disse Suzete Edmond, uma mulher de 51 anos de idade, que estava num hospital com o filho doente quando o terramoto atingiu o Haiti a 12 de Janeiro. O desastre é ainda claro em sua mente. "Toda a gente correu para fora", disse ela. "O meu coração estava a bater. Nós oramos, porque pensámos que íamos morrer. "
No bairro de Carrefour em Port-au-Prince, Michelle Nirline, de 21 anos, estava em casa a cuidar da sua menina de um mês e meio, chamada Talia. No momento em que a terra começou a tremer, ela pegou na filha e correu para fora de casa, enquanto a casa desabava atrás dela.
"Eu estava com medo", disse ela.
Suzete e Michelle conseguiram sobreviver ao pior terramoto registado na história do Haiti. Mas, de repente, viram-se sem casa.
A cidade de tendas improvisadas, onde chegaram na hora, situa-se entre a sala de aula , os prédios administrativos, um laboratório, e da capela principal da escola dentro da extensa área da Universidade Adventista haitiana em Carrefour. É uma cidade de lençóis amarrados, apoiada com ramos cortados de árvores e blocos de cimento de muros derrubados nas proximidades. Aqui é onde milhares de pessoas vieram, chocados e com medo, convencidos de que os edifícios não eram lugares seguros para se estar mais, e onde a Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência (ADRA) ajuda os sobreviventes há vários dias.
Suzete senta-se no chão do seu abrigo improvisado para falar sobre a situação que está agora. Ela parece cansada. Cada dia, ela faz o seu melhor para manter a sua família junta, tem sete filhos, uma irmã doente, e duas sobrinhas. No entanto, nos últimos 15 dias esgotou a sua capacidade para cuidar dos seus entes queridos. A sua irmã Magalie Lapaix, de 46 anos, encontra-se no chão sobre um lençol ao longo de um tapete. Ela mal se levanta, pois tem vindo a lutar contra uma doença que a tem mantido acamada desde Abril do ano passado. Desde que chegou ao acampamento, ela ficou desidratada devido aos vómitos e diarreia, que não foi tratado ainda.
Um médico, que trabalha em parceira com ADRA e a GlobalMedic, virá em poucos minutos após esta entrevista para dar-lhe atenção. A catástrofe também criou tensões no pequeno orçamento da família. Como resultado disso, Suzete começou a comprar pequenas quantidades de arroz, milho e legumes a crédito num mercado local. Ela faz isso há alguns dias, mas agora não tem certeza de quanto tempo ela será capaz de fazer isso.
"A comida tornou-se duas ou três vezes mais cara", diz ela. Olhando para o céu, ela diz: "Deus, Ele providencia."
Com o aumento da distribuição de alimentos no campo, a ADRA espera que as pessoas deslocadas, como Suzete serão capazes de comer melhor. "Nós não sabemos quanto tempo ficaremos aqui", diz Michelle, que está preocupada com o que virá em seguida por ela e pelo seu bebé. Na semana passada, a ADRA distribuiu mais de 159 toneladas de arroz, feijão, óleo e sal dentro do campo em Carrefour e, entre outras populações deslocadas em Port-au-Prince, incluindo um outro acampamento onde estão cerca de 7.000 pessoas deslocada.
A ADRA está a trabalhar em estreita colaboração com as Nações Unidas, Programa de Alimentação Mundial (WFP) para distribuir alimentos aos sobreviventes do terramoto no Haiti. "A principal preocupação da ADRA é garantir que os haitianos deslocadas receberão a ajuda que tão desesperadamente necessitam o mais rapidamente possível", diz Luiz Camargo, um membro da equipa de emergência da ADRA, que está a coordenar a aquisição e distribuição de alimentos com o PAM.

ADRA Ermesinde serve pequeno-almoço a famílias desfavorecidas




A Associação Adventista para o Desenvolvimento Recursos e Assistência (ADRA) de Ermesinde realizou ontem, dia 31 de Janeiro de 2010 um encontro com vária famílias da cidade, nas instalações da ADRA local.


Este encontro consistiu num pequeno-almoço solidário, seguido de uma palestra sobre saúde e higiene, e finalizou-se com a distribuição de cabazes de alimentos para as famílias necessitadas. Estava previsto a participação de 28 famílias, contudo, estiveram presentes mais de 40.

Este evento teve o apoio do gabinete de Acção social da Junta de Freguesia de Ermesinde e do Banco Alimentar, bem como de vários voluntários da ADRA.

Paulo Gomes da ADRA de Ermesinde afirma que o objectivo da associação é também contribuir para que, o mais rapidamente possível as pessoas agora apoiadas possam sair da situação de exclusão. E que este evento onde fizeram o pequeno-almoço, a palestra e distribuíram os cabazes foi espectacular.

A ADRA de Ermesinde quer continuar a ajudar as famílias desfavorecidas e a proporcionar meios de as tornar autónomas e com maior qualidade de vida.

Bem-hajam pelo vosso trabalho!



ADRA Ajuda Órfãos do Haiti


PORT-AU-PRINCE, Haiti, "Nós não estamos a pedir comida. Nós estamos implorando por comida ", disse João Dubois, um homem que passa os seus dias à procura de alimento para dar a centenas de órfãos que vivem em Port-au-Prince.


Enquanto a ajuda humanitária chegou a um número crescente de sobreviventes do devastador terramoto de 12 de Janeiro, muitos órfãos não foram tão afortunados, pois o impulso da ajuda internacional que chegou ao país passou a populações deslocadas e em torno das áreas afectadas da capital haitiana No Centre d'Accueil de Carrefour, no bairro de Carrefour em Port-au-Prince, existe um orfanato com 650 rapazes para cuidar, a necessidade de alimentos, água, saneamento e habitação tornou-se crítica, se não mesmo desesperante.


Desde o terramoto, o abastecimento alimentar diminuiu dramaticamente e o acesso a água tornou-se pouco fiável. As crianças agora dormem ao ar livre num campo aberto, com medo de que outro terramoto derrube os seus dormitórios. Enquanto isso, o acesso ao saneamento é precário, há apenas duas casas de banho a funcionar para todas as crianças e funcionários do orfanato.


A alimentação, em particular, continua a ser a maior preocupação para Dubois, que, nesse dia, recebeu um carregamento de comida da Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência (ADRA). Desde o terramoto, a equipa foi obrigada a reduzir o número de refeições de três para duas por dia, pequeno-almoço e almoço, contudo segundo o pessoal a quantidade de alimento não foi alterada.


"Nós tentamos manter as crianças ocupadas com jogos para que eles não pensem em comida", disse Henri Bernard, um homem de 50 ano e membro do pessoal do orfanato, cujas responsabilidades incluem a aquisição de alimentos e materiais.


A situação no orfanato nunca foi pior, disse Bernard. Os poucos alimentos que temos, ou seja, arroz, milho, trigo, legumes e farinha, acabarão dentro de poucos dias. O combustível para alimentar uma bomba de água também está quase esgotado.


Num um dia normal, a bomba, que fornece água para o orfanato, pode usar até 10 litros por dia. E existem apenas cinco galões, disse Bernard.


"A água não é potável, mas é tudo o que temos", acrescenta Bernard.


Antes do terramoto, o orfanato recebeu subsídios públicos para cobrir as despesas do dia-a-dia das operações, incluindo o combustível. No entanto, aqueles foram interrompidos após o desastre. Agora, Bernard afirma que eles têm que depender de organizações como ADRA para receber alimentos e outras ajudas para cuidar das ciranças. O pessoal trabalha para fazer o melhor proveito da situação actual.


Num pátio da escola aberta, a equipa da cozinha prepara uma refeição. Uma mulher mexe uma feijoada numa grande panela sob as brasas. Outros sentados ao redor de uma mesa amassam um grande pedaço de massa feita com farinha de milho. A massa é então atiradas para o ensopado.
"Refeições como esta, são feitas pois não têm arroz", disse Dubois. "Outros locais nem isso têm".


Eddy Pierre-Louis de onze anos de idade, chegou ao orfanato de Léogâne, a oeste de Port-au-Prince, há dois anos. A sua mãe morreu e ele foi morar com uma tia. O seu pai trabalha numa plantação de cana-de-açúcar, mas eles não se vêem há anos. Ele fala com uma voz tímida quase inaudível.


"Os tremores preocupam-no ao máximo", diz Dubois, que traduz as palavras Eddy em crioulo.
Desde o terramoto, as suas perspectivas, e as de outras crianças como ele, parecem cada vez mais sombrias. Enquanto, as réplicas continuam a incutir o medo entre os haitianos, é a falta de comida e de água que tornam a vida miserável para Eddy e milhares de órfãos.

Enquanto isso, os voluntários dedicados como Dubois continuaram a assegurar que os órfãos do Haiti não sejam esquecidos.