25.2.10

ADRA actua contra o aumento das doenças no Haiti

A possibilidade de um surto de doenças mortais no Haiti devido aos terramotos está a aumentar, tornando a necessidade de água potável e de saneamento básico ainda mais crítica, informou a Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência (ADRA).
O número de abrigos temporários, amontoados no Haiti, aumentou drasticamente na sequência do terramoto, resultado de pessoas deslocadas internamente (PDI) que se têm agrupado em espaços abertos. "Com tantas pessoas a dormir nas ruas, campos temporários e de improviso, a ameaça de uma possível epidemia aumenta diariamente", afirma Ulrick Beaussejour, coordenador de saneamento da ADRA no Haiti.
"A ADRA está a oferecer acesso adequado à água potável e à higiene e saneamento básico, para melhorar constantemente o ambiente da vida dos sobreviventes." No campus da Universidade Adventista do Haiti, onde um número estimado de 15.000 sobreviventes estão a residir actualmente, a ADRA instalou 60 estações balneares de higiene pessoal e 80 latrinas, com centenas de outras em processo. Os beneficiários também receberam informações sobre como manter limpas e operacionais as instalações, contribuindo para a sustentabilidade do projecto.
A ADRA também está a executar uma campanha de recolha de lixo no campo de deslocados, implementando um programa de dinheiro-por-trabalho que utiliza voluntários locais para limpar o terreno do campus. A primeira fase deste projecto é financiada pelos Serviços Comunitários Adventistas de Flórida e pela Conferência de Adventistas do Sétimo Dia da Flórida, e terá a duração de um mês.
Actualmente, a ADRA espera poder executar a campanha pelo menos durante três meses. "As nossas maiores preocupações, [para o acampamento temporário] são controlar a propagação de doenças transmissíveis", disse Sandra Golles, coordenadora de saúde da ADRA no Haiti. "Proporcionar instalações sanitárias adequadas e água limpa é crucial nos nossos esforços para impedir a propagação de doenças de veiculação hídrica como a cólera e a febre tifóide."
A ADRA, através da sua parceria com a Global Medic, já distribuiu mais de 4 milhões de tabletes de purificação de água, que são utilizadas para impedir a utilização de água contaminada, para os sobreviventes, assim como os sais de reidratação oral, garrafas de água e outros fornecimentos de água. Além disso, tem também 12 pontos de água instalados, que fornecem água potável para cerca de 55.000 haitianos.
Através do trabalho com parceiros, como a ADRA Alemanha e a ADRA Portugal, centenas de milhares de sobreviventes estão também a receber acesso a água potável através da utilização de várias unidades de purificação de água, a maior das quais pode fornecer 64 litros de água por minuto.
No total, a ADRA está a fornecer água limpa a cerca de 500.000 pessoas por dia. A prevenção de doenças e a criação de uma população saudável é fundamental para a sobrevivência a longo prazo das comunidades deslocadas.
Em colaboração com o Serviço de Saúde Pública dos E.U.A., a ADRA lançou uma campanha de imunização gratuita fornecida aos moradores do acampamento temporário. A campanha visa proporcionar o acesso a vacinas que irá proteger os adultos contra o tétano e difteria, e irá impedir a propagação de doenças infecciosas como o sarampo, rubéola, difteria, tétano, tosse e convulsão nas crianças. Fornecerá também às crianças a vitamina A, que ajuda a regular o sistema imunológico, e medicamentos anti-parasitários. Enfermeiros de Saúde Pública da ADRA estão a implementar a campanha de vacinação, com o apoio do Serviço de Saúde Pública dos E.U.A., equipas médicas da Marinha dos E.U.A., bem como os altos estudantes de medicina da Universidade do Haiti, e a Marinha dos E.U.A., que estão a fornecer segurança.
A Organização Mundial de Saúde está a fornecer suplementos médicos necessários, incluindo vacinas, seringas, sabonetes, algodão e outros bens essenciais. Para garantir a saúde, a longo prazo, dos residentes, a ADRA também está a planear oferecer aos habitantes a educação ao nível saúde, relativamente à higiene pessoal, à segurança alimentar, às doenças sexualmente transmissíveis, como HIV, à saúde infantil, aumentando, deste modo, a capacidade da população local a fim de sustentar os esforços de saúde em curso como os esforços de recuperação em andamento.

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